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Preço do milho registra alta no mercado brasileiro

27/07/2020

A última sexta-feira (24) chegou ao final com os preços do milho subindo no mercado físico brasileiro. Em levantamento realizado pela equipe do Notícias Agrícolas, foram percebidas desvalorizações apenas em São Gabriel do Oeste/MS (5,26% e preço de R$ 36,00).

Já as valorizações apareceram nas praças de Palma Sola/SC (1,12% e preço de R$ 45,00), Pato Branco/PR (1,17% e preço de R$ 43,20), Londrina/PR (1,19% e preço de R$ 42,50), Marechal Cândido Rondon/PR e Ubiratã/PR (1,20% e preço de R$ 42,00), Eldorado/MS (1,27% e preço de R$ 40,00), Rio Verde/GO (1,32% e preço de R$ 38,50), Ponta Grossa/PR (2,17% e preço de R$ 47,00) e Cafelândia/PR (2,44% e preço de R$ 42,00).

A colheita da segunda safra de milho segue avançando pelas principais regiões produtoras do Brasil, mas esta chegada de novos volumes no mercado ainda é restrita e não mexe com o mercado do cereal no país.

Segundo o analista de mercado da Germinar Corretora, Roberto Carlos Rafael, o que vai definir a trajetória do preço do milho continua sendo o dólar e sua cotação ante ao real. Inclusive as desvalorizações acompanhadas nos últimos dias têm como fator desencadeante o recuo da moeda americana no câmbio.

Rafael destaca que o balizador dos preços no mercado físico são as cotações dos portos, que são formados pela equação preço de Chicago + prêmio + dólar e hoje ficam ao redor de R$ 47,00 reais, após chegar em R$ 51,00 na última semana.

Sendo assim, as movimentações do milho norte-americano na Bolsa de Chicago (CBOT) também precisam estar no radar dos produtores brasileiros. O analista acredita que as cotações tendem a ficar mais calmas a partir de agora, pelo menos até setembro, quando a China pode voltar as compras e mexer com a demanda.

Outro ponto que mereceu o comentário de Rafael foi o volume de cerca de 40 milhões de toneladas já negociadas desta atual segunda safra, que é estimada entre 72 e 73 milhões de toneladas. Este cenário deixa os produtores bem vendidos e capitalizados e os compradores já abastecidos. Com isso, as próximas semanas tendem a ser mais tranquilas e com poucas necessidades de novos negócios.

Fonte: Notícias Agrícolas
Créditos da Imagem: Banco de Imagens ASGAV

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